Ama entrou e reparou na face apática de Lalita.Ela fitava o restos carbonizados na lareira.Não demonstrava nenhuma reação aos gritos de ama.De repente, como um sopro de vida, uma voz baixinha vinda de fora, despertou a menina daquela morte espiritual:
-Menina das rosas!Meninas das Rosas…
Lalita saiu do seu estado inerte para uma euforia absurda.Correu para a janela: nada além da velha vista da torre.
-Ah-suspirou-Nada além das árvores baixas, desse verde jardim, nem uma gota de esperança.Será que estou ficando louca?Oh,destino,por que fazes isso comigo?Brincas com minha alma como uma criança travessa sacode o chocalho.Será que a vida tem que ser tão dura assim comigo?Meu sofrimento não é de fome,não é de frio.É muito pior.Vem lá de dentro,corrói meu espiríto,desmancha as esperanças.E nem o nome dele eu sei…
(Caroline,2008 )

